quarta-feira, 3 de Fevereiro de 2010

pontos de vista


Ora, é ser este de tudo não-ser, e sê-lo ainda assim; Concluo.
Aí sim. Desta perspectiva, Deus faz-me todo o sentido.

(desenho feito a tinta da china)

segunda-feira, 30 de Novembro de 2009

De flores, infelizmente pouco ou nada sei.

Tenho mais sombras que flores
Mas bem sei que as terei.



Quando morrer. Como é tradição.

terça-feira, 17 de Novembro de 2009

A janela aberta.

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segunda-feira, 2 de Novembro de 2009

braços lassos.

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Ouvi uma música que me despertou a atenção.
Esgueirando a cabeça pela janela que da para as arvores amarelas,
vi um rapazinho que tocava acordeão.
Tinha o instrumento no meio de um abraço,
e, a cabeça adormecida sobre a base,
com uma bochecha colada à madeira daquela coisinha musical.
Tinha um cabelo ralo e fino que doirava nas pontas de maneira descuidada.
No fino nariz umas sardas salpicadas e distribuídas sem rigor geométrico ou ordem matemática.
Como as estrelas costumam ficar no verão, em pequenos enxames migratórios.
Fiquei a admira-lo durante uns minutos distraídos.
Foi me impossível não sentir inveja do amor que ele tinha nos braços.
Os meus caíram verticalmente lassos.

(tenho me lembrado de ti ó silva)

terça-feira, 27 de Outubro de 2009

De mãos dadas com a sua própria sombra.


O Amor é quando um Homem se encontra

De mãos dadas com a sua própria sombra.




8 Luas de Loucura nos Lábios de Narciso.
* (O Edgar deve estar a dar voltas na cova)

sábado, 24 de Outubro de 2009

Viajar por debaixo de Lisboa com os ouvidos no chão

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quarta-feira, 7 de Outubro de 2009

De Alice para Edgar.

(foto da Alice tirada pela Filipa Araújo)



Lembro.me de Edgar como um momento puramente respirado por todo e qualquer ser vivo capaz de viver.Momento espontâneo que não esqueço entranhado em veias que me constituem.São partes que me eram minhas e dele apenas, são pedaços vividos como quem vive vivamente.Unicamente Edgar parava o Mundo e focava o olhar no tempo que lhe bombeava vida. Raro seria não ser capaz de sentir cada sentimento verdadeiro tão sentimentalmente como se sente o ar que Edgar respira. Ele sim ensinou.me a ser capaz de viver uma vida inteira num só segundo.Lembro.me de Edgar que por impulso despercebido se lembrava de lembrar que de mim precisava. Lembro.me de sentir esse "precisar" de Edgar como alguém que não espera "esperar por nós" mas que aparecia e vivia somente e unicamente com todo o intenso prazer de viver. Mesmo sozinha e sem a sua presença sei que Edgar vagueia no pensamento daqueles cuja sua alma tocou e isso faz.me ver que afinal mesmo sozinha nunca me encontrarei só.


Desta sua Alice. (07/10/2009 02:57)


Histórias da vida invadem e mexem comigo por noites partilhadas contigo.Conversas acesas mesmo naquelas noites de estrelas apagadas.Reinava a Lua naquele vasto ceu capaz de iluminar almas tão distanciadas-Era o ambiente do desconhecido que a todo e qualquer Mundo abalava.Palavras soltas ecoavam no ar do silencio, pensamentos perdidos eram por ti encontrados e partilhados.E mesmo o fim das noites terminavam em respirações silenciosas que por nós ganhavam melodias.- Dorme bem Edgar!- .... Shh....


Até breve,


Alice (07/10/2009 03:17)
Dedico.lhe ~ Bush. Inflatable. ~